Olá amigo, olá amiga

Seja bem vindo a este blog, faça seus comentários, críticas, observações, elogios. Enfim, fique à vontade e use-o para seus desabafos; mas atenção, seja ético e responsável. Queremos neste espaço, defender a vida, a Natureza, a verdade; contamos com você para construir um instrumento semelhante a "Àgora", uma instituição grega onde todo cidadão tinha o direito de colocar suas idéias que ele achava boas para a população. Era uma assembléia popular (um senado do povo) onde todos colocavam e escolhiam o que de mais caro lhes ia no coração...
Abraços fraternos
Laercio Penafiel Pires

terça-feira, 15 de março de 2011


O problema do Japão é problema de todos nós

A coisa é muito séria! A explosão das usinas atômicas ocorridas nos últimos dias são explosões ocorridas no planeta Terra. Tudo que acontece em qualquer lugar deste planeta diz respeito a todos nós... Não adianta nos enganarmos pensando: Oh!!! Graças a Deus que não é aqui e sim lá do outro lado do Globo. Há, Há, Há, essa risada que acabei de emitir não é de contente, mas de nervosismo, de histeria, de medo; medo de tudo que estamos fazendo, não só com o nosso Planeta e nosso Meio Ambiente. Medo do que estamos fazendo (ou do que não fazemos) com os nossos irmãos desempregados, desinformados, excluídos, favelados, encarcerados, famintos, desesperançados, viciados em drogas ou bebidas. Medo da nossa indiferença com o que acontece na África. Situação econômica da África se agrava com crise e atraso de ajuda ao desenvolvimento – se tiver um tempinho dê uma olhadinha nos vídeos a seguir, cujo tema é “A FOME”. http://www.youtube.com/watch?v=oNN5alJpx0Q 

http://www.youtube.com/watch?v=0CcVntTKyFc&NR=1&feature=fvwp

Não adianta nos iludir, o sonho acabou MESMO, temos que nos conscientizar que somos todos irmãos e o destino de um é o destino de todos; estamos no mesmo planeta, pertencemos a mesma família (família humana). Ou nos irmanamos a todos e ajudamos a mudar o mundo para melhor, ou estaremos selando nosso destino como espécie em extinção...

NÃO PRECISA REPASSAR, POIS ISTO NÃO É UMA CORRENTE...

Desculpe...


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

FALTA DE GESTÃO INTELIGENTE COMPROMETE O SERVIÇO DE COMBATE A DENGUE EM RIBEIRÃO PRETO


No que estou pensando agora??? Estou pensando no que aconteceu hoje na Divisão de Controle de Vetores de Ribeirão Preto...Um colega de trabalho, o Miguel, já cansado de jogar Malathion com equipamento vencido e contaminado, chamou a TV BAND e denunciou. O reporter filmou, gravou tudinho. O Miguel perguntou-lhe a que horas ia prô ar. O reporter respondeu: - As 19 horas, no Jornal da Clube, mas antes vou passar na chefia de vocês para ver o que está acontecendo... Após o reporter ir na chefia vocês acham que a matéria iria prô ar... rsrsrs... Adivinharam,,, a matéria não foi... Esse fato está me lembrando do livro "1984" de George Orwell, onde as notícias eram filtradas e apenas as que interessavam para os poderosos ia para o ar... Há,,, e tem mais,,, passaram no nosso setor (Base Sul) recolhendo os equipamentos vencidos dizendo que era para trocar,,, pura mentira,,, é medo que continuemos denunciando... Outra coisa engraçada...rsrsrs... a desinteligência (chefia) cancelou a nebulização que haveria amanhã... Por que será né...rsrsrs...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

AS VERDADES E MENTIRAS SOBRE A DENGUE

Permitam-me um pequeno esclarecimento: Estamos postando este e o próximo artigo(cuja fonte citamos) para tentar responder perguntas do tipo: a dengue tem cura? a dengue é contagiosa? a dengue ou o dengue? a dengue é um vírus? a dengue pode matar? e outras questões importantes para o conhecimento do povo. Obrigado pela atenção.
O que é o Dengue
Por incrível que pareça, o dengue mata menos do que a gripe, segundo as estatísticas. E, no entanto, assusta bem mais. Muito disso se deve ao verdadeiro boom de notícias que cercam a epidemia. E, de fato, isso tem razão de ser. Afinal, o inseto transmissor contamina cerca de 100 milhões de pessoas a cada ano, matando 24 mil delas em todo o mundo. É isso mesmo: trata-se de um problema mundial, já que o Aedes aegypti marca presença nas regiões tropicais.
A Venezuela, por exemplo, já enfrentou uma epidemia de dengue hemorrágica, a forma mais grave da doença. E já há registros do mal até no sul dos Estados Unidos. No Brasil, a região 
 
mais atingida é a Sudeste, que concentra cerca de 75% dos casos. A febre hemorrágica costuma ser fatal em 5% dos casos. As epidemias causadas pelos quatro tipos de sorotipos da dengue têm se tornado cada vez mais freqüentes e maiores nos últimos 20 anos. Desde 2002, a dengue é endêmica, ou seja, constante, na maioria dos países tropicais do Pacífico Sul, Ásia, Caribe, América e África. Além disso, na maioria dos centros urbanos destas regiões houve uma multiplicação dos tipos de vírus da dengue em circulação (hiperendemia), o que aumentou a transmissão da dengue e o risco de se contrair a variação hemorrágica desta doença. 
   
Não é possível prever de forma acurada quais áreas específicas poderão ser atingidas pela dengue no futuro, mas é previsível que nas áreas tropicais a doença siga com um grau elevado de transmissão.
 
Contágio
O dengue é causado por um vírus, que pode ser de quatro subtipos (1, 2, 3 ou 4). A infecção por um deles gera imunidade contra essa forma, mas não contra as demais. Por aqui, por enquanto, só há registros das três primeiras. Mas esse vírus não é transmitido de pessoa para pessoa: o contágio se dá basicamente pela picada do mosquito Aedes aegypti. É que as fêmeas precisam de uma proteína do sangue humano para desenvolver seus ovos. Por isso, pode-se dizer que elas picam por uma questão de sobrevivência. O problema é que, em troca, deixam o vírus no corpo da vítima, que pode ter sido herdado dos pais (contaminação vertical - gestante para o feto) ou obtido ao picar alguém infectado. 
 
Esses mosquitos, que têm hábitos diurnos, se proliferam em qualquer acúmulo de água (limpa ou suja)inclusive plantas como a bromélia. No calor, a fêmea coloca ali de 40 a 50 ovos, que dois dias depois eclodem e liberam larvas. Elas levam de oito a dez dias para se tornarem insetos adultos - portanto deixar água parada e exposta ao ar livre por mais de uma semana é tudo que o mosquito precisa para se reproduzir à contento. 
  
Dengue na gravidez
Existe pouca informação publicada a respeito dos riscos da dengue para mulheres grávidas. Apesar de muitas epidemias, nenhuma má formação congênita foi verificada depois de surtos da doença. Um pequeno número de casos reportados recentemente sugere que, se a mãe estiver infectada com o vírus do dengue perto do nascimento do bebê, a criança poderá nascer infectada também ou adquirir a doença no momento do parto.
 
Controle
Não existe vacina contra o dengue. Por isso o único meio de controlar a doença é evitar a proliferação do mosquito, com as dicas conhecidas: evitar o acúmulo de água em embalagens vazias como garrafas e latas, cobrir caixas d´água, trocar a água dos vasos por terra, desobstruir calhas, cobrir o lixo, não deixar pneus a céu aberto, enfim, evitar todo e qualquer lugar que acumule água.
Em lugares com muita umidade, o uso de repelentes é recomendado. Os produtos mais eficientes. são os que contêm N,N-diethylmetatoluamide (DEET). 
 
Produtos como a dipirona e o paracetamol são recomendados para conter a febre - porém não se deve usá-los em demasia, pois podem atacar o fígado ou causar queda da pressão arterial. Remédios à base de ácido acetilsalicílico (como aspirina) e antiinflamatórios não-esteróides devem ser evitados por conta de suas propriedades anti-coagulantes. Para se medicar, portanto, é importante atender instruções médicas. Os pacientes infectados devem descansar e beber muito líquido. Nos casos graves, aplicações intravenosas imediatas são necessárias para manter a pressão sanguínea em níveis adequados. Os sinais vitais precisam ser monitorados com freqüência. A hipertensão arterial é uma complicação mais freqüente do que a forte hemorragia na versão mais perigosa da doença. 
 
Sintomas
A doença é relativamente benigna já que em 95% dos casos não ameaça a vida do paciente. Os sintomas são febre alta, dor de cabeça, dor nas juntas, nos músculos e atrás dos olhos, fraqueza, falta de apetite. Depois de três ou quatro dias podem surgir manchas vermelhas pelo corpo e coceira. Também pode haver um leve sangramento pelo nariz ou nas gengivas. A grande maioria dos casos começa a melhorar em quatro ou cinco dias, recuperando-se totalmente em dez dias.
Mas uma pequena minoria pode apresentar um agravamento do quadro depois de três dias, ou quando a febre começa a ceder. O paciente tem uma queda de pressão, que pode estar acompanhada de dores abaixo das costelas, suores frios, tonturas e desmaios. Isso é sinal da forma mais grave, a hemorrágica. Surgem ainda sangramentos em vários órgãos e a vítima entra em estado de choque. Normalmente essa forma aparece em quem já teve dengue uma vez.
Os sintomas aparecem de forma repentina, após o período de incubação do vírus, que pode durar de 3 a 14 dias (o mais comum é que ele leve de 4 a 7 dias). São eles: febre alta, forte dor na parte da frente da cabeça, dor muscular e nas juntas. 
 
Diagnóstico
O diagnóstico da doença é basicamente clínico, isto é, através do exame físico e da história do paciente, mas o hemograma ajuda muito - pois é de fácil e rápida execução e traz a contagem das plaquetas (que costumam baixar muito, durante o dengue). Já a sorologia para dengue só revela positividade após o quarto dia de sintomas da doença, e os exames que identificam exatamente qual vírus infectou o paciente costumam apontar o resultado só em cerca de 15 dias - portanto quando a vítima normalmente já está curada. Por isso ninguém espera saber qual vírus está por trás do problema para começar o tratamento, que consiste basicamente em manter o paciente sem febre, em repouso, à base de antitérmicos e fazendo reidratação oral ou venosa (conforme a gravidade do caso).
Como se vê, o dengue exige ações preventivas e diárias de todos - não só das autoridades. Os novos casos precisam ser não só tratados mas também notificados, pois conhecer a geografia da doença ajuda muito no seu combate epidemiólógico. Ninguém está livre do perigo, mas as crianças são os maiores alvos porque expõem mais comumente as pernas (o mosquito costuma voar baixo), por sua energia natural se deslocam mais do que os adultos, gostam de brincar com água e possuem menor imunidade.
Dengue: todos contando com todos, para garantirmos a saúde de cada um.
FONTE: http://www.cac.org.br/colunas/visualiza_coluna.php?id_coluna=2

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dengue: educação, comunicação e mobilização na perspectiva do controle - propostas inovadoras

DEBATE

Dengue: education, communication and mobilization with the perspective of controlling - innovative proposals

Dengue: educación, comunicación y movilización en la perspectiva del control de la enfermedad - propuestas innovadoras


Maria Ligia Rangel-S
Médica sanitarista. Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal da Bahia, ISC/UFBA. Rua Basílio da Gama, s/n - Canela Salvador, BA. 40.150-380 lirangel@ufba.br



RESUMO
Levantam-se aspectos críticos das práticas de educação, comunicação e mobilização comunitárias realizadas para o controle do dengue no Brasil, tema de grande relevância na atualidade, em um contexto que desafia a sociedade a encontrar formas eficientes de controle. Foi consultada a literatura pertinente, encontrando-se 22 artigos publicados nas bases BVS Saúde Pública, no período de 1977 a 2006, concentrados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Na análise crítica foram considerados os seguintes aspectos: modelo de comunicação que fundamenta as práticas de comunicação e educação; modelo explicativo de saúde e doença; modelo de prevenção; e modelo de participação social/relação Estado/Sociedade. Apresentam-se desafios relacionados à mudança cultural, parte do processo de construção do sistema de saúde brasileiro democrático, descentralizado e eficiente. Assim, as soluções não se restringem às opções técnicas. É necessário rever os princípios que modelam as práticas, no sentido de torná-las mais eficientes.
Palavras-chave: Dengue. Comunicação em saúde. Educação em saúde. Participação comunitária. Práticas de saúde.

ABSTRACT
This text raises critical aspects of the practice of education, communication and community mobilization undertaken for the control of dengue in Brazil. This issue is of great importance at the present time, in a context that challenges the society to find efficient forms of control. The relevant literature was consulted and 22 articles published were found in the BVS Public Health database, during the period from 1977 to 2006. Most of these articles were from the states of S. Paulo and Rio de Janeiro. The following aspects were considered in critical analysis: the model of communication on which practices of communication and education are based; the explanatory model of health and illness; the model of prevention, and the model of social participation or relationship between State and Society. Challenges related to cultural change are presented. These challenges must be confronted as part of the process of construction of a democratic, decentralized and efficient Brazilian Health System. Thus, the solutions are not restricted to technical options. It is necessary to review the principles that shape the practices in order to make them more efficient.
Key words: Dengue. Health communication. Health education. Consumer participation. Health practices.

RESUMEN
El presente texto levanta aspectos críticos de las prácticas de educación, comunicación y movilización comunitarias realizadas para el control del dengue en Brasil, tema degran relevancia en la actualidad, en un contexto que desafía ala sociedad a encontrar formas eficientes de control. Consultada la literatura pertinente, se han encontrado 22 artículos publicados en las bases BVS Salud Pública, en el periodo 1977 a 2006, concentrados en los estados de São Paulo y Rio de Janeiro. En el análisis críticos se consideraron lis siguientes aspectos: modelo de comunicación que fundamenta las prácticas de comunicación y educación; modelo explicativo de salud enfermedad; modelo de prevención; y modelo de participación social/relación Estado/Sociedad. Se presentan desafíos relacionados al cambio cultural, parte del proceso de construcción del sistema de salud brasileño democrático, descentralizado y eficiente. Así, las soluciones no se restringen a las opciones técnicas. Es necesario rever los principios que modelan las prácticas, en el sentido de tornarlas más eficientes.
Palabras-clave: Dengue. Comunicación em salud. Educación en salud. Participación comunitaria. Practicas de salud.



Introdução
O propósito deste texto é colocar em evidência alguns problemas relativos às práticas de educação, comunicação e mobilização comunitárias no controle do dengue, para subsidiar o debate deste tema no contexto do I Fórum de Ciência e Tecnologia sobre Dengue, o qual interroga sobre inovações necessárias e possíveis no controle do dengue.
Para desenvolver essa reflexão, consideramos fundamental apresentar alguns dos pressupostos que a fundamentam, para, em seguida, refletirmos sobre os problemas.
Partimos primeiro da palavra comunicação, que tem origem no latim, na palavra communicatio, que, ao ser decomposta nos termos co, que significa simultaneidade, reunião; munis, que significa estar encarregado de; e tio, relacionado a atividade, nos remete ao entendimento da comunicação como uma atividade realizada conjuntamente, com a intenção de romper o isolamento e, portanto, como produto do encontro social.
Se a comunicação, enquanto tal, é uma condição humana vinculada à linguagem e constitutiva do processo de hominização, é também uma ação humana que assume grandes complexidades que caracterizam a cultura contemporânea, em função da crescente incorporação tecnológica, da multiplicidade de mediações entre emissores-receptores e da diversificação de fluxos da informação, como observado por Castells (2003) e outros.
Assim, vinculam-se a esse significante os termos troca, interação, intersubjetividade, diálogo, expressão, configurando-se a comunicação com múltiplas dimensões, que vão desde sua condição fisiológica, que envolve a audição, as sensações, a visão, para alcançar as dimensões afetiva, cognitiva, sociocultural e tecnológica. O advento das tecnologias de comunicação fez as mensagens circularem com grande velocidade e com fluxos multidirecionais entre múltiplos emissores e receptores (Castells, 2003). A comunicação em saúde envolve então, em suas múltiplas dimensões, a circulação de informações e conhecimentos em saúde oriundos de inúmeras fontes, em uma sociedade complexa. Participam desses processos de emissão e recepção de mensagens: os meios de comunicação massivos (tv, jornais, revistas), a família, as empresas, os sistemas de saúde, os vizinhos, instituições religiosas, os colegas, os sindicatos, a medicina privada, a internet.
Os processos de educação nessa sociedade também se tornaram mais complexos, em virtude do excesso de saberes circulantes, de modo que a interatividade e o diálogo se impõem como uma necessidade no processo de significação social para os numerosos signos circulantes, ganhando a educação, cada vez mais, o estatuto de um processo de construção e compartilhamento de conhecimentos, os quais se produzem e se reproduzem em diversas esferas da vida social, em um processo dinâmico das interações sociais, por meio da linguagem.
Então, a comunicação e educação hoje são entendidas não mais de forma unidirecional, como transmissão/difusão de conhecimentos e informações entre um emissor e um receptor, mas como circulação e significação de signos entre múltiplos emissores/receptores de mensagens. Somos todos emissores/produtores e, simultaneamente, receptores ativos, capazes de interpretar mensagens. Assim, em um modelo teórico da comunicação, de uma abordagem compreensiva, esta passa a ser entendida como circulação de signos na dinâmica da vida e da interação humana, configurando redes sociais e técnicas de saberes construídos e compartilhados coletivamente.
Saberes e informações são, portanto, signos em interação circulando no tecido social, em um processo permanente e dinâmico de atribuição de sentidos mediado por elementos da cultura, dando lugar a momentos de negociação e disputa de sentidos para os signos circulantes. No trabalho de comunicação e educação de um programa de controle do dengue poderíamos, então, interrogar: que sentidos/significados circulam sobre o dengue na sociedade? Que valores sobre o dengue e suas formas de prevenção circulam em uma cidade, um bairro ou um território?
Sabemos que os saberes/representações sociais estão em permanente conversação/diálogos (Rabinow, 1999), e enquanto práticas sociais, no processo ativo de conversação, constituem a realidade social, mediados pelas experiências da vida cotidiana. Originam-se daí formas de percepção e ação organizadas pela cultura, gerando novos saberes e novas práticas sociais em contextos particulares. Se saberes e significados de saúde e de doença resultam da experiência humana nos processos concretos da vida cotidiana (Bibeau, Corin, 1995) e são signos que ganham significados na vida cotidiana com base na experiência histórica e social, podemos também interrogar: como a saúde e a doença afetam a experiência de vida cotidiana? Como populações afetadas pelo dengue percebem o ambiente e como o processo de adoecimento nessa população afeta a percepção dos sujeitos sobre o mesmo? Como a cultura organiza a experiência social em dengue? Como a cultura modifica a comunicação e a educação em dengue?
Mas, quando falamos em cultura, não nos referimos aos níveis ou graus de cultura/conhecimentos, em ter ou não ter cultura/conhecimento, mas estamos nos referindo a um sistema público de signos no qual todo ser humano está enredado (Geertz, 1978). Temos, então, um sistema complexo de signos e significados públicos, que não estão alojados na mente das pessoas, mas nas relações/interações sociais e, portanto, circulam nos contextos onde estão inseridos muitos outros textos (Casal, 1996). Assim, nas atividades de comunicação, educação e mobilização social em saúde, estamos permanentemente operando com muitos signos que são formas culturais de produção/reprodução simbólica, mediadas pela linguagem, seja por meio de tecnologias de comunicação, seja por valores ou crenças que conformam os modos culturais de perceber/identificar, seja ainda por relações de gênero e de poder, por valores sociais do corpo/ambiente, por classe/lugar social, por idade/experiência de vida, pela ocupação, enfim, pela identidade sociocultural dos sujeitos em interação. Portanto, os processos de significação/atribuição de sentidos são mediados por um conjunto articulado de formas simbólicas em contextos particulares. Com isto temos de considerar esse conjunto complexo de mediações para que ações de comunicação, educação e mobilização possam ter sucesso.
Assim, nos processos sociais complexos de múltipla determinação, como a saúde e a doença e suas formas de prevenção, originam-se práticas sociais e saberes resultantes da experiência cultural, que envolvem: a percepção do corpo e do ambiente, a valorização de signos (sinais e sintomas), novas leituras, novas interações, novas redes, novas práticas, novos modos de lidar com prevenção e tratamento no interminável ciclo de vida.

Problemas relativos às práticas de educação, comunicação e participação comunitárias no controle do dengue
Passemos então à interrogação que o Fórum nos propõe: quais os problemas relativos às práticas de educação, comunicação e participação comunitárias no controle do dengue? Interrogamos aqui como as práticas de comunicação e educação vêm sendo realizadas para o controle do dengue no Brasil. Para essa problematização, foi consultada a literatura sobre o assunto, encontrando-se 22 artigos publicados nas bases BVS Saúde Pública, no período de 1977 a 2006, concentrados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Alguns dos problemas assinalados nesses estudos foram aqui destacados como subsídios para problematizar o tema, considerando-se os seguintes aspectos: modelo de comunicação que fundamenta as práticas de comunicação e educação; modelo explicativo de saúde e doença; modelo de prevenção; e o modelo de participação social/relação Estado/Sociedade.
Esses aspectos foram selecionados em função do enquadramento dado à análise, valorizando-se, como cenário das práticas, o processo de construção do SUS e a transformação do modelo de atenção à saúde, tentando-se superar os modelos hegemônicos – médico-assistencialista e o sanitarista-campanhista - para enfatizar a promoção da saúde e o conceito ampliado de saúde, a integralidade da atenção e a participação social, de acordo com o que está disposto na Lei Orgânica da Saúde.

Modelo de comunicação e educação
Observa-se que as práticas de comunicação e educação realizadas para o controle do dengue não se diferenciam daquelas hegemônicas no campo da Saúde Pública no nosso país. Caracterizam-se por possuir uma modelagem centralizada, vertical e unidirecional, orientadas pela visão de que informações e conhecimentos estão concentrados e devem ser difundidos, e de que a comunicação é uma questão de aperfeiçoamento de técnica de transmissão de mensagens e de adequação de linguagem. Espera-se, com as práticas realizadas, que o público a que se destinam reaja ao emissor com mudanças de hábitos e comportamentos. Trata-se da comunicação e educação baseadas no modelo tradicional "emissor - canal - receptor", freqüentemente realizadas com a eliminação das mediações socioculturais. Quando a cultura é considerada, ela tende a ser reduzida a uma questão de linguagem e com o objetivo de elevação do "grau" ou "nível" de conhecimento.
Nota-se que a forma como são modeladas as práticas, tanto de educação como de comunicação, ainda está fundamentada em um grupo de teorias da comunicação que surgiram nos Estados Unidos no início do século XX, nas décadas de 20 a 60, denominadas Mass Communication Research, que muito serviram para o desenvolvimento tecnológico em comunicação, mas que pouco contribuíram para se compreender as relações sociais implicadas em processos de comunicação. Os autores dessas teorias são variados em suas formações, incluindo desde engenheiros das comunicações, a psicólogos e sociólogos, com pressupostos distintos e às vezes inconciliáveis (Barros Filho, Martino, 2003).
A crítica dessas teorias deu lugar a teorias consideradas marginais nos EUA e que foram retomadas a partir da década de 1960: Escola de Chicago: Park, Burgess, Cooley - enfoques microssociológicos de processos comunicativos; a Semiótoca de Peirce – processos de formação dos significados com base na pragmática; nos anos 1930: interacionismo simbólico: Mead, Blumer; nos anos 1940: Escola de Palo Alto: Antropologia, Lingüística, Matemática, Sociologia, Psiquiatria; ainda Bateson, Goffman, Watzlawick – comunicação como processo social permanente. Na Europa, destacam-se, na Escola de Frankfurt, especialmente Adorno, Horkheimer e Benjamin, que inauguram a crítica dos meios de comunicação na sociedade industrial (Barros Filho, Martino, 2003).
Mesmo sem atentar para esses aspectos teóricos que embasam as práticas, vários estudos realizados no Brasil e América Latina mostraram os limites do aumento do conhecimento sobre o dengue e suas formas de prevenção para reduzir os criadouros do mosquito nas áreas mais afetadas (Lefèvre et al., 2004; Chiaravalloti Neto et al., 2003; Donalísio, Alves, Visockas, 1998). Em 11 artigos analisados por Claro et al. (2004) sobre os temas conhecimentos, atitudes, crenças, práticas e representações populares a respeito do dengue, no período de 1999 a 2002, evidenciou-se que às grandes proporções de respostas corretas sobre a doença e suas formas de prevenção não correspondiam melhor controle sobre os criadouros.
Chiaravalloti et al. (2002) já chamavam a atenção que, dentre os fatores que interferem na adesão a programas de prevenção, estão o repasse verticalizado do conhecimento e a solicitação dos órgãos de saúde de execução de medidas restritas ao comportamento individual, dentre outros. Em estudo realizado por esses autores em Catanduva, São Paulo, Brasil, com o objetivo de identificar fatores que interferem na adesão das moradoras ( mulheres) às práticas preventivas, identificam que é necessário "[…] a revisão do conteúdo e das formas de circulação das informações e o estabelecimento de um canal de comunicação contínuo entre o serviço e a população" (Chiaravalloti et al., 2002, p.1321). Os conhecimentos sobre a doença e as informações sobre os procedimentos de controle e prevenção do dengue são repassados às comunidades por meio da mídia de massa e das atividades de comunicação e educação realizadas pelos profissionais de saúde, que fazem a intermediação entre serviço e usuário, utilizando seus discursos, valores e experiências.
Mensagens sobre dengue foram divulgadas amplamente via meios de comunicação massivos. Contudo, certamente, a mídia, apesar de seu potencial informativo/educativo, privilegia informações de caráter de denúncia, sem aprofundar fatores determinantes da situação de saúde, mais contribuindo para a confusão e alarmismo reativo da população do que para assegurar o acesso a informações, como observaram França, Abreu e Siqueira (2004). Lenzi e Coura (2004), analisando folhetos e outras peças comunicativas utilizadas no controle de dengue no Rio de Janeiro em franca epidemia em 2002, encontraram mensagens pouco consistentes em distintos materiais que, ora recomendam que garrafas vazias reaproveitadas devam ser guardadas viradas para baixo; ora prescrevem que sejam jogadas fora todas as que não usar, sem acrescentar alternativas de armazenamento para as não descartadas. É interessante notar com os autores o tom excessivamente prescritivo das mensagens, que bem caracteriza o modelo vertical autoritário das práticas de comunicação e educação como, por exemplo:coloque tudo em saco plástico, feche bem e jogue no lixo. Entulhos e lixo: não os acumule. Mantenha o quintal sempre limpo...
Com relação aos sintomas de dengue clássica e hemorrágica, os autores avaliam que os conteúdos das mensagens destinam-se a auxiliar a população no reconhecimento de sintomas básicos do dengue hemorrágica e da síndrome de choque do dengue, mas remetem a população à idéia de hemorragia que lhe é familiar, como perda de grande quantidade de sangue, confundindo sua percepção acerca dos sinais que podem alertar para a necessidade de um tratamento médico imediato. Destaca-se que não há informações elucidativas sobre a dengue hemorrágica, o que é uma dúvida freqüente da população. De acordo com os autores, o recurso à grande mídia, que prefere divulgar pareceres de médicos e autoridades do campo da saúde, não parece ser suficiente para o esclarecimento da população.
Quanto ao tratamento, destaca-se o cuidado para evitar ou reduzir a automedicação e banalização do uso de paracetamol, pois nenhum material divulgou o perigo da ingestão de altas dosagens, que podem acarretar graves problemas de saúde.
O modelo de comunicação caracteriza-se, portanto, por ter cunho campanhista, pontual, descontínuo, com ênfase para situações epidêmicas, quando seria necessário que o dengue estivesse na pauta da mídia durante todo o ano, assim como nas mídias alternativas, aquelas produzidas pelo próprio serviço, e se encontrassem respostas às dúvidas mais freqüentes, de forma correta e precisa.

Modelo explicativo do dengue no programa de controle
Alguns estudos mostram que os agentes trabalham com uma visão restrita da causalidade do dengue, cuja complexidade não parece ser compreendida. Assume-se que prevenir o dengue é, sobretudo, lidar com o permanente combate aos criadouros de A. aegypti (Chiaravalloti et al., 2002). Predomina portanto a visão, inferida pela proposição do controle, de que o dengue é causada pelo mosquito Aedes aegypti, enfatizando-se então informações sobre o vetor e sinais e sintomas clínicos, contribuindo para fortalecer a visão unicausal da doença na população, obscurecendo a relação água/vetor (na fase larvária) e com outros fatores socioambientais e contribuindo para valorizar o tratamento em detrimento da prevenção (Lefèvre et al., 2004). Entretanto, essa visão parece não ser muito convincente para a população que não acredita que um simples mosquitinho seja capaz de causar tanto estrago à saúde, como mostraram os resultados de Lefèvre et al. (2004), que encontram, como uma das idéias centrais dos discursos sociais correntes sobre dengue, que as pessoas não acreditam que a água limpa pode causar doença.
A relação causal entre a presença de insetos e doença parece já estar incorporada ao universo simbólico das populações. Contudo, é interessante notar, no estudo de Chiaravalloti et al. (2002), a percepção das mulheres de que a transmissão do dengue estaria associada à presença de mosquitos e outros insetos contaminados, e não unicamente ao A. aegypti. Os autores observam que elas se preocupam com casas fechadas e abandonadas, praças, terrenos baldios, riachos e rios, sem fiscalização da prefeitura, e freqüentemente utilizados para jogar objetos associados a entulho e lixo, reivindicando das autoridades uma fiscalização efetiva desses espaços. Destaca-se a incoerência do poder público notada pelas mulheres, uma vez que, ao mesmo tempo em que os agentes de saúde entram em suas casas para inspecionar os vasos de plantas, deixam de verificar as condições das áreas públicas, repletas de lixo e sujeira.

Modelo de prevenção
O modelo de prevenção adotado nas práticas de prevenção do dengue mostra-se ainda marcado pelo higienismo/campanhismo, pois as ações se voltam prioritariamente para o combate ao vetor; são setoriais (setor saúde), realizadas por agentes de saúde; se dão para a higienização do ambiente em que as noções de limpeza/ pureza e risco/perigo são enfatizadas.
Permanece em uso terminologia pertinente à guerra, metáfora familiar a esse campo, tão antiga quanto a própria Saúde Pública na sua luta ou combate para exterminar inimigos biológicos.
Por meio de campanhas sanitárias ao longo do século passado, a Saúde Pública difundiu, no imaginário popular, o vínculo entre doença e sujeira, lixo, água suja. Agora, para o controle do dengue, importa vincular a doença à água limpa dos vasos de plantas, das poças, e outros potenciais criadouros do mosquito. Mas, limpeza e sujeira, pureza e perigo são significantes construídos histórica e socialmente, e se modificam de sociedade para sociedade, de cultura para cultura (Douglas, 1991). Deve-se admitir que pode causar estranheza à população o fato de vincularmos agora doença com água limpa, o que é, de certo modo e em alguns contextos, inundarmos o seu universo simbólico de impossibilidades para a vida, o que pode lhes levar a resistir em aceitar essa relação, remetendo a doença para outros insetos, para o lixo, como fizeram as mulheres de Catanduva. Ademais, risco e o perigo são também construções sociais. Os sujeitos julgam e escolhem os riscos a que estão submetidos, em função de seu conhecimento, de sua experiência, seus valores socioculturais, podendo negá-los ou enfatizá-los (Rangel-S, 1993; Duclos, 1986), recusá-los ou aceitá-los (Douglas, 1985). Uma das formas de negar o risco é remetê-lo a outro lugar ou pessoa, como observado nos resultados de Lefèvre et al. (2004), que evidenciam esse fato relacionado ao dengue, em uma das idéias centrais encontradas: a de que "acham que não vai acontecer com elas", embora possa acontecer ou já tenha acontecido com o vizinho.
Um outro problema do modelo campanhista/sanitarista é que a ênfase recai sobre a expectativa de mudanças de hábitos e atitudes individuais, e os agentes não são capacitados para encaminhar demandas populares com respeito a outros condicionantes, como a coleta de lixo, o abastecimento de água, a preservação do espaço público. Disso resulta a tendência a julgar que a população é resistente, ignorante e pouco ativa na busca da melhoria de sua saúde, e no controle do dengue, ficando obscurecidos os determinantes sociais e culturais. Como conseqüências disso, as ações acabam por estigmatizar locais e pessoas, comprometendo a construção de laços de solidariedade entre os moradores de periferias da cidade. As pessoas tendem a assumir essa culpa ou responsabilidade, como observado em outros estudos sobre cultura e risco (Rangel-S, 1993) e se vê nos achados de Lefèvre et al. (2004). Estes últimos encontram também, entre as idéias centrais dos discursos circulantes sobre dengue, que atribuem a culpa de contrair dengue aos próprios doentes, que seriam pessoas que mantêm os criadouros, consideradas imprudentes e sem consciência. Ainda presentes nos achados desses autores, estão as idéias de que é a população que não tem responsabilidade, é descuidada, não compreende e não tem informação.
No modelo de prevenção adotado para o controle do dengue, há pouca sensibilidade cultural dos agentes das práticas, que não analisam quando e onde fazer/não fazer as ações de prevenção. Por exemplo, o que fazer: orientar ou fiscalizar? Quem deve fazer as ações? Chiaravalloti et al. (2002) observam que a aplicação domiciliar do larvicida pode se constituir em um fator de inibição à adesão aos programas de prevenção, pois os agentes desconhecem ou desconsideram os valores e crenças da população, que nem sempre aceita de bom grado sua entrada nos domicílios.
Como observam Lenzi e Coura (2004) e Chiaravalloti et al. (2002), é importante considerar o valor social que os grupos populares atribuem aos objetos focalizados no programa de controle do dengue, tais como: pneus, vasos de plantas, garrafas plásticas, dentre outros. Isto porque, valores de uso, valores de troca e valores estéticos são atribuídos a esses objetos, de modo que é possível que os agentes, pouco atentos a esses aspectos, apresentem-se, nas comunidades, de forma desrespeitosa e invasiva em relação à sua privacidade e aos interesses dos moradores.
Quanto à natureza da informação difundida em campanhas junto às populações, Lenzi e Coura (2004) admitem haver problemas em relação às interpretações das mensagens, admitindo que as práticas que favorecem a procriação do mosquito resultam do esquecimento das mensagens veiculadas ou de interpretação parcial das mesmas. Contudo, é possível que tais mensagens não tenham sido exatamente esquecidas ou mal interpretadas, mas que não tenham ganho significado ou relevância naquele contexto social, por contradizerem os valores locais.
Um outro aspecto ressaltado pelos autores (Chiaravalloti et al., 2002; Andrade, Brassolatti, 1998) diz respeito à saturação da informação circulante, na sociedade, sobre o dengue. Os autores argumentam que a excessiva oferta informacional, exaustiva, repetitiva de mensagens que tentam "educar" quanto à mudança de hábitos domésticos, mostra-se pouco eficiente, provocando a saturação do conteúdo informativo e reduzindo a rede de colaboradoras no bairro, tendo, como efeito, a banalização da prevenção.

Modelo de participação
O modelo de prevenção estabelece uma relação entre Estado e Sociedade de corte autoritário, visível no modelo de participação do programa de controle do dengue. Ressalta-se, primeiro, que a forma de participação da população é definida pelas autoridades sanitárias, ou seja, a população é chamada a colaborar com a ação deinspeção sanitária. As ações domiciliares são realizadas pelos agentes dentro das casas das pessoas.
Os atores (Lefèvre et al., 2004; Andrade, Brassolatti, 1998) reconhecem que o programa de controle do dengue está longe de se voltar para a participação comunitária.
Nessa interação, confiança e credibilidade são duas condições necessárias à participação, pois as pessoas precisam estar convencidas de que há um problema, há um risco à sua saúde, para que se mobilizem e participem de ações de controle em parceria com o poder público. Contudo, de um lado, as relações trabalhistas dos agentes, a falta de capacitação, a violência urbana/insegurança e outros fatores sociais fragilizam os vínculos de confiança entre agentes públicos e a população. Além disso, as deficiências nas ações do Estado e a imagem dos serviços públicos de saúde veiculada pela mídia reforçam a falta de credibilidade nesses serviços. De outro lado, as pessoas tendem a subestimar situações de risco familiares e ficam mais preocupadas com eventos de maior vulto divulgados pela mídia, que são apresentados dramaticamente e que difundem de certo modo, no imaginário popular, a idéia de que os riscos estão em algum lugar distante, afetando grupos específicos, e não ali, em suas vidas cotidianas.
A despeito disso, Oliveira (1998) ressalta a variedade de formas de participação que ocorre no seio dos movimentos populares, com diversos potenciais para mudanças da realidade social, observadas nos movimentos sociais no contexto da epidemia do dengue no Rio de Janeiro, na década de 1980. São práticas políticas de pressão sobre o Estado e também práticas comunitárias de diversas naturezas que, com inventividade, tentam superar as condições adversas à vida cotidiana. Isso nos sugere a necessidade de conhecer os movimentos sociais vivos nos territórios em que se desenvolvem práticas de controle do dengue.

Considerações finais
Por fim, interessa propor algumas inovações necessárias e possíveis para o controle do dengue. Nesse sentido, é preciso considerar que a introdução de inovações nas práticas de comunicação e educação em saúde em geral, e no dengue em particular, é um grande desafio, pois aponta para mudanças na cultura, isto é, nas formas de realizar essas práticas no sistema de saúde brasileiro; e alguns desses desafios estão intimamente ligados ao processo de construção desse sistema, de forma democrática, descentralizada e eficiente. Cabe destacar que não se trata de reduzir as soluções técnicas, mas é necessário rever os princípios que modelam as práticas, no sentido de torná-las mais eficientes.
Assim, alguns princípios e diretrizes para ações de comunicação, educação e participação podem ser preliminarmente destacados para o debate: participação democrática; sensibilidade cultural; multimidiatização: meios e recursos disponíveis e preferenciais; dialogicidade/criação de espaços de conversação; mobilização e educação por pares; capacitação profissional e comunitária; antecedência de pesquisas culturais (crenças, valores, saberes, percepções); pesquisas avaliativas das práticas de educação, comunicação e participação para o controle do dengue.
Contudo, é importante relativizar o poder dessas práticas em produzir ou induzir mudanças de comportamentos e atitudes, especialmente em contextos tão adversos à proteção e promoção da saúde. A comunicação, educação e mobilização social são campos de ação fundamentais para o bom desempenho de programas de prevenção e promoção da saúde, mais pela sua capacidade de abrir espaços de diálogo e conversação entre profissionais, agentes de saúde e população, na busca de solução para os problemas que os afetam, do que pelo seu potencial de mudar comportamentos e atitudes individuais frente a riscos à saúde.
As práticas de comunicação, educação e mobilização social devem estar vinculadas, como estratégias da promoção da saúde, a um conjunto ampliado de ações intersetoriais, sejam de natureza econômica (p.ex. controle da produção de descartáveis), jurídica (p.ex. responsabilização das indústrias pelo destino final), política e social. Por fim, estas são algumas idéias para se colocar em debate as práticas de comunicação, educação e mobilização social, no controle do dengue.

Referências
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Recebido em 01/03/07. 
Aprovado em 22/08/07.


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domingo, 2 de janeiro de 2011

O DENGOSO – 2ª FASE – MÊS DE DEZEMBRO DE 2010 – FÉ EM CRISTO – PÁGINA 02

Vejam só como o traíra é importante, ele está até na Internet...

T r a í r a
Autor:  Gaspar   Jacobina  Turíbio

Bom dia Companheiro(a)! Se você encontrar-se neste artigo, parabéns, é de você mesmo que estou falando. Não vou fazer comentários sobre aquele peixe comumente encontrado nos lagos e rios brasileiros, popularmente conhecido como “ Lobo”; a Traíra, peixe agressivo, voraz e carnívoro que em muitas vezes chega exterminar com outras espécies que dividem o mesmo espaço. Vamos falar de um mais perigoso, “oTraíra,” aquele que vive te adulando, puxando o saco o dia todo e na primeira oportunidade, ele vira a casaca, vai para o outro lado, se vende, cospe no prato que comeu por muitos anos; é o verdadeiro Judas, comparado á aquele que traiu Jesus Cristo.

Acredito que a palavra traíra venha de traição, coisa comum entre os povos, desde a antiguidade, mesmo nos textos bíblicos encontramos registro de fatos considerados como um ato de traição da confiança. Umas, mais simples, outras mais graves, não importa a gravidade, o que devemos deixar claro que foi traída a confiança até então existente na relação entre duas ou mais pessoas; você não trai o desconhecido, o inimigo, aquele que não faz parte do convívio diário e ou temporário, trai-se o mais próximo, o marido e ou a mulher, o amigo e ou amiga, o colega de trabalho, o chefe, o patrão...


Quero falar em especial do Traíra dentro do mercado de trabalho: é uma característica comum dos bajuladores, puxa sacos , bebe molho, etc..., Dêem o nome que vocês quiserem, mas posso afirmar que todo adulador é um traíra, já tive a oportunidade de conhecer organizações onde há figurões, engravatados, que se dizem de confiança dos superiores, são os famosos “esfrega esfregas”, porém são também verdadeiros traíras, bicho perigoso, faz de tudo para boicotar os trabalhos dos colegas, especialmente os mais criativos e competentes, porque além de fazerem algo inovador ou criativo lá adiante vai, sem dúvida, representar uma ameaça ao cargo chefiado pelo então “peixinho mordedor” que não demonstra em nem um momento interesse pelos trabalhos do concorrente direto ao cargo que ele ocupa; aí ele exerce a sua qualidade oculta de um grande “ Trairão”.


Na região em que fui criado tem um dito popular: “Os puxa sacos ganham três botinas, duas nos pés e uma outra na traseira”, acredito na sabedoria do povo, que profetiza o prêmio destes traíras de plantão; que só pensam em levar vantagem pessoal, perseguindo os outros, por isso exercem este papel ridículo de “ Traíra “ preocupado apenas com as vantagens pessoais em detrimento daquele que pode inovar (produzir algo novo para a organização). Quem pensou que com a revolução tecnológica, o ser humano evoluiu, enganou-se, os lobbys continuam, o puxa saquismo também continua em alta e cada vez mais valorizado, basta olhar ao seu redor que logo você identificará estes vorazes e sanguinolentos indesejados traíras.

O DENGOSO INFORMATIVO AOS AGENTES DE CONTROLE DE VETORES E ZOONOSES DE RIBEIRÃO PRETO – SP – 2ª FASE NÚMERO 00 – MÊS DE DEZEMBRO DE 2010 – FÉ EM CRISTO Circulação interna – Distribuição gratuita – Responsável: Laércio Pires


Acorda Preguicinha
Os neurônios (o Tico e o Teco) das chefias do Controle de Vetores/Zoonoses e Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto - SP - andam dormindo demais. Aliás, desde sempre, foram e ainda são, meio lerdinhos...É que eles se acostumaram tanto com a época Pré-histórica do Centro de Controle de  Vetores/Zoonoses...Sabe...aquela época em que as pessoas entravam de favor (indicação de vereadores), não tinha concurso/processo-seletivo etc, ou seja, naquele tempo dominava-se pelo medo, ameaças, perseguições... Acostumaram-se tanto com aqueles procedimentos que não conseguem se adaptar à nova realidade; uma realidade onde 99% das pessoas são inteligentes e instrumentalizadas de um pensamento moderno e progressista. Por isso o Centro de Controle de  Vetores/Zoonoses são um caso-a-parte na Prefeitura de Ribeirão Preto...Conhecemos a nossa Prefeitura há mais de 50 anos, temos amigos em todas as secretarias e sabemos que em todas elas a arrogância e a petulância não prevalecem tanto quanto na C.C.V.Z. e Vigilância em Saúde...

De erro em erro o Tico e o Teco nos encaminham céleres para um buraco sem fundo, que ninguém sabe onde vai dar...Esses neurônios estão afundando nossa nave em um atoleiro de tristezas; um atoleiro tão grande que mais parece um “salve-se quem puder”,,,um “cada um por si” prejudicando o emocional de supervisores e agentes...
Já ouviram falar em serial killers? O serial killer é um assassino em série. Pois é, estamos diante de serial error, ou seja: erros em série durante anos... Uma série de desastres, que estão ocorrendo desde o ano 2000 vêm ferindo 
profundamente a nossa dignidade e a nossa inteligência...


Os dois mais recentes erros deste serial error são:
1) A tentativa de mudar arbitrariamente o horário de trabalho do pessoal da Base Sul, sob ameaça de que, aqueles que não pudessem mudar de horário teriam o dia descontado...Deu no que deu: um desgaste tremendo para os funcionários, desgaste para a Secretaria da Saúde e para o Governo Municipal.

2) A troca de coordenador, com o objetivo de “consertar a Base Sul”. A verdade é que a mudança na coordenação não trouxe uma melhora no relacionamento entre agente/agente, agente/supervisor ou supervisor/supervisor; ao contrário, essa mudança piorou em muito o emocional de todos. Agora,,,se o emocional dos funcionários não importa,,, paciência,,,fazer o quê, não é???

Enfim,,, a continuar nesse ritmo, o nervosismo, a tristeza, os problemas de saúde, tanto de supervisores como de agentes tendem a aumentar. Se faz urgente que a chefia do C.C.V.Z. faça uma autocrítica e procure se modernizar, aprender a usar a inteligência emocional, aprender a funcionar, como as outras secretarias e outros setores da Prefeitura de Ribeirão Preto, sob pena de vermos, em breve, o afundamento total deste setor tão importante para o nosso município; e o que é pior, ao afundar,  criará um tremendo vácuo, cujo efeito devastador se reproduzirá para todos os lados, afundando toda máquina administrativa, causando enormes dissabores aos funcionários em geral e à população ribeirãopretana.                                               
L a é r c i o    P i r e s

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

SESSÃO SOLENE VZ AGECON

Agentes de Vetores e Zoonoses fundam Associação

Dia 20/12/2010 segunda-feira aconteceu solenidade de posse da diretoria provisória da Associação dos Agentes de Controle de Vetores e Zoonoses do Município de Ribeirão Preto (VZ Agecon) com o objetivo de dar voz à categoria nas reivindicações por melhorias no ambiente de trabalho.

A celebração aconteceu na Sociedade Amiga dos Pobres, situada na rua Castro Alves nº 477, com a presença do Secretário da Saúde Doutor Stênio José Correia Miranda, que representou a própria pasta e também falou em nome da Prefeita de Ribeirão Preto, Srª D’árcy Vera; o ato contou também com a presença de vários vereadores e assessores, bem como grande quantidade de agentes de controle de vetores e zoonoses...

O clímax, ponto alto da reunião, foi quando entre uma e outra fala dos oradores, uma pessoa que faz parte da história de Ribeirão usou a palavra: a senhora Áurea Moretti Pires (64) disse – “fico feliz em ver que a nossa luta pela democracia não foi em vão, pois estamos participando de uma solenidade onde as pessoas se reúnem livremente para oficializar uma associação de classe, o que, na minha juventude tínhamos que fazer clandestinamente, às escondidas, correndo o risco de sermos descobertos, presos e torturados como ‘subversivos’; parabéns aos agentes de controle de vetores e zoonoses por essa realização”...

Segundo o Presidente provisório senhor Laércio Pires, a Associação deverá realizar um primeiro congresso em 2011, com o objetivo de ouvir as reivindicações de todos os agentes (são cerca de 300, em Ribeirão Preto). Deste congresso nascerá um documento com propostas de melhorias, a ser entregue ao governo municipal...